Depois de muito nadar, um dia você percebe que está contra a correnteza. Aí aparecem as explicações para os porquês: porque seu desgaste é maior do que o das outras pessoas?, Porque tudo parece ser mais longe para você?, Porque as pessoas chegam primeiro?.
Não se trata de uma competição com o próximo e sim consigo mesmo. Nadar, nadar e nadar sem chegar a um destino é algo desorientador. Sobretudo quando você empreende seus esforços em uma direção e a vida te empurra para a oposta. Nesses casos, o que fazer? Deixar ser levado? Continuar na contramão da vida? Essa é uma questão que eu não sei responder. Talvez por isso mesmo seja o motivo da minha perdição.
Agridocee
Segunda-feira, Dezembro 12, 2011
Segunda-feira, Setembro 13, 2010
Adaptação
Hoje eu acordei mais cedo. Tomei meu café da manhã sozinho. Olhei da janela e dei bom dia ao céu cinza, lindo, que entrava por ela. O meu primeiro desejo foi ser invadido por aquele céu e também ser céu.
Depois disso, caminhei até o quarto e liguei a televisão. Há quanto tempo não via televisão pela manhã. As imagens iam passando perante meus olhos e eu continuava não assistindo televisão pela manhã. Quanto mais eu via televisão, mais eu não assistia televisão.
Depois de algumas horas, resolvi navegar pela internet. Naveguei milhas e milhas sem sair do lugar. Flanando em torno de um nada terrivelmente desconcertante.
Decidi, então, trabalhar. Escrevi linhas e linhas que não eram minhas. Produzi textos sem autor e sem sabor. No fim das contas, ao vê-los publicados, cheguei à conclusão de que não tinha escrito nada.
Vi que algo de estranho acontecia. Olhei ao redor: tudo estava sem cor. Corri até o espelho: minha pele era cinza. Desci as escadas do prédio e ví que não conhecia a vizinhança. Fui até a padaria e não achei meu biscoito preferido. Voltei pra casa e não reconheci minhas coisas. Deitei na minha cama. Fechei meus olhos para tentar fugir desse estranho eu. Não dava mais tempo, já era tarde demais.
No peito, só uma coisa descompassada pulsava voraz: que saudade de mim!
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Quarta-feira, Setembro 08, 2010
Uma breve sentimentalidade
Todas as pessoas, ivariavelmente, um dia olham pra trás e pensam no tanto que já caminharam e no tanto de coisas que ficaram pelo caminho. Não sei, ao certo, como essa relação matemática deve ser para que as coisas tenham um certo equilíbrio. O que sei é que já andei muito chão. E que, quando olho pra trás, vejo um monte de cacos caídos pela estrada da vida. Coisas que, sem querer, me escaparam por entre os dedos, vazaram por uma fresta do coração, caíram da bolsa, escorregaram da mente. Como é engraçada a vida: quando somos crianças, temos as mãos, o coração e a bolsa cheios e nem fazemos ideia disso.
Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010
Coisas sobre o desemprego
Dias de desemprego sempre são dias difíceis, logo pela manhã sua boca já pede aquele pãozinho mais sofisiticado que seu bolso não pode pagar e a curiosidade te mostra que o seu limite do cheque especial já está quase estourado e você não pode fazer nada quanto a isso. O estouro é questão de dias. Então você tem a sensação que o que te resta é sentar e esperar isso acontecer.
A partir daí, uma infinidade de dificuldades permeiam o dia do desempregado. Os níveis de ansiedade aumentam considerávelmente, atrapalhando até mesmo a caça por um novo emprego. As pessoas que te cercam começam a ser a sua única preocupação diária e você começa a tomar conta da vida dessas pessoas de uma maneira insuportavelmente chata.
Mesmo sem ter comida em casa, você engorda, pois até mesmo maionese pura já pode ser considerada como refeição. Sua dispensa vira um aglomerado de biscoitos de maizena e miojo e sua fome nunca é completamente saciada. Isso porque sempre existe a sensação de estar faltando algo e a comida, nessas horas, nos transmite a falsa impressão de preencher essa ausência no momento da degustação. Mas logo passa e o vazio volta.
O que fazer? Comer mais um biscoito de maizena?
A partir daí, uma infinidade de dificuldades permeiam o dia do desempregado. Os níveis de ansiedade aumentam considerávelmente, atrapalhando até mesmo a caça por um novo emprego. As pessoas que te cercam começam a ser a sua única preocupação diária e você começa a tomar conta da vida dessas pessoas de uma maneira insuportavelmente chata.
Mesmo sem ter comida em casa, você engorda, pois até mesmo maionese pura já pode ser considerada como refeição. Sua dispensa vira um aglomerado de biscoitos de maizena e miojo e sua fome nunca é completamente saciada. Isso porque sempre existe a sensação de estar faltando algo e a comida, nessas horas, nos transmite a falsa impressão de preencher essa ausência no momento da degustação. Mas logo passa e o vazio volta.
O que fazer? Comer mais um biscoito de maizena?
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
O Crime não compensa
Recentemente o banco do qual sou cliente, cometeu dois erros em minha conta:
1- Retirar um dinheiro que não era pra ser retirado;
2- Repor esse dinheiro duas vezes.
Quando ví aquele dinheiro duplicado, logo logo fiquei empolgado e, sem pensar duas vezes, transferi todo o valor para uma outra conta minha, com a finalidade de o banco não descobrir o erro. Em seguida corri para o Shopping Oi para fazer umas compras (sobretudo eletrônicos). Minha meta era comprar um celular quadribanda e um PlayStation.
Quase sem ar, de tão empolgado, passei no stand que vendia o celular. Fui atendido mau e porcamente por uma mulher mau-humorada que estava no telefone e no telefone ficou durante todo o tempo em que estive lá. Escolhido o telefone, pedi a esta mulher que passasse o valor no meu cartão de débito. De tão distraida e cheia de má vontade, a louca passou o valor errado. Ao invés do valor de venda, digitou o código de segurança do meu cartão. Em suma... Naõ paguei nem R$5,00 pelo aparelho.
Saí muito eufórico e sentindo-me vingado pelos maus tratos.
Fui correndo para o stand dos video games.
Escolhi o modelo e os jogos mas, na hora de passar o cartão, a transação naõ foi aprovada. A cara queimou, dei meia volta e corri para o computador ver, por meio do internet banking o que tinha acontecido.
O Castigo
O BANCO ME PEGOU NO PULO. Olhei meu saldo em uma conta e ele estava negativo (o valor duplicado que havia retirado acabou sendo lançado como débito) e, na outra conta, dispunha apenas de 45,00. Ou seja, mesmo passando o valor correto a moça do telefone não conseguiria vender o aparelho pra mim.
No sábado seguinte voltei ao Shopping Oi para fazer mais compras, dessa vez com honestidade. Comprei um outro celular, uma capinha pro celular que tinha comprado na vez anterior, uma canetinha pra ele e um modulador de RF. O celular veio com problemas, a canetinha sumiu assim que eu cheguei em casa, a capinha do celular rasgou e, na hora de abrir o modulador, quebrei o aparelho. Realmente o crime não compensa!
1- Retirar um dinheiro que não era pra ser retirado;
2- Repor esse dinheiro duas vezes.
Quando ví aquele dinheiro duplicado, logo logo fiquei empolgado e, sem pensar duas vezes, transferi todo o valor para uma outra conta minha, com a finalidade de o banco não descobrir o erro. Em seguida corri para o Shopping Oi para fazer umas compras (sobretudo eletrônicos). Minha meta era comprar um celular quadribanda e um PlayStation.
Quase sem ar, de tão empolgado, passei no stand que vendia o celular. Fui atendido mau e porcamente por uma mulher mau-humorada que estava no telefone e no telefone ficou durante todo o tempo em que estive lá. Escolhido o telefone, pedi a esta mulher que passasse o valor no meu cartão de débito. De tão distraida e cheia de má vontade, a louca passou o valor errado. Ao invés do valor de venda, digitou o código de segurança do meu cartão. Em suma... Naõ paguei nem R$5,00 pelo aparelho.
Saí muito eufórico e sentindo-me vingado pelos maus tratos.
Fui correndo para o stand dos video games.
Escolhi o modelo e os jogos mas, na hora de passar o cartão, a transação naõ foi aprovada. A cara queimou, dei meia volta e corri para o computador ver, por meio do internet banking o que tinha acontecido.
O Castigo
O BANCO ME PEGOU NO PULO. Olhei meu saldo em uma conta e ele estava negativo (o valor duplicado que havia retirado acabou sendo lançado como débito) e, na outra conta, dispunha apenas de 45,00. Ou seja, mesmo passando o valor correto a moça do telefone não conseguiria vender o aparelho pra mim.
No sábado seguinte voltei ao Shopping Oi para fazer mais compras, dessa vez com honestidade. Comprei um outro celular, uma capinha pro celular que tinha comprado na vez anterior, uma canetinha pra ele e um modulador de RF. O celular veio com problemas, a canetinha sumiu assim que eu cheguei em casa, a capinha do celular rasgou e, na hora de abrir o modulador, quebrei o aparelho. Realmente o crime não compensa!
Sábado, Outubro 24, 2009
Novo Layout
Olá pessoal.
Estou testando este novo layout.
Estou com algumas dificuldades como conseguir alinhar as duas colunas de posts, por exemplo.
Também estou criando um arquivo java pra por entre o cabeçalho e o texto...
Em breve tudo estará ok, pelo menos espero...
Estou testando este novo layout.
Estou com algumas dificuldades como conseguir alinhar as duas colunas de posts, por exemplo.
Também estou criando um arquivo java pra por entre o cabeçalho e o texto...
Em breve tudo estará ok, pelo menos espero...
Terça-feira, Junho 30, 2009
Considerações sobre o caso MJ
Estranho eu ser uma das poucas pessoas que não se chocaram com a morte do MJ. Mas, olhando bem, isso talvez se deva ao fato de eu ter tido pouco contato com o lado genial dele, além da teoria (precursor da estética do vioclipe que foi incorporada pelo cinema, por exemplo). Não conhecia os clipes, não acompanhei a carreira, não conheço as músicas e mau mau sei o que os J5 cantavam. O que ficou, em mim, foi a imagem construída ao longo da década de 90/2000. Meus pais conheceram o rei do pop, em 80. Eu conheci o rei do trash, nas décadas seguintes.
Terça-feira, Fevereiro 10, 2009
Má educação
Eu fico realmente muito impressionado com a falta de educação das pessoas. Muitas coisas são perdoáveis, mas falta de educação é uma das quais não consigo entender. Falo isso por conta da experiência que tive hoje ao pegar um ônibus que me conduziu até o centro de Belo Horizonte. Como não poderia deixar de ser, o coletivo estava lotado. Bem atrás de mim sentou um jovem gripado que não parava de espirrar nas minhas costas. Sentia cada gotícula da saliva viral repousar em meu pescoço... e junto com as gotículas adentrava em minhas narinas aquele forte cheiro de boca matinal. Não via a hora desse ser humano sair do ônibus. Assim que ele saiu, um homem - também gripado - tomou seu lugar. E a história se repetiu... só que ao invés de espirros, o homem tossia desesperadamente nas minhas costas. O cheiro da boca mudou, mas a umidade das gotículas salivares continuou a mesma. O que custa por a mão na frente da boca antes de tossir ou espirrar? É muito esperar isso dessa gente? Pelo amor de Deus, só peço um pouco de civilidade.
Perfil de Rennan Antunes | Criar seu crachá da Web
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